Será que as empresas realmente conhecem seus colaboradores, sabem o que sentem sobre a empresa, o trabalho que desenvolvem? As empresas estão verdadeiramente preparadas para conhecer as necessidades reais dos seus colaboradores?
De acordo com o pesquisador na área de comunicação, Francisco Gaudêncio Torquato do Rego, há muito que ser debatido: "As inovações e mudanças na cultura organizacional tanto de empresas públicas como na iniciativa privada partem do conhecimento do clima organizacional e da importância que é atribuída a esse instrumento. O tratamento que se tem dado ao conhecimento das necessidades e anseios dos trabalhadores é, ainda, no Brasil bastante precário. Torquato critica que uma parcela significativa dos programas de gestão organizacional adotada pelas empresas é ineficaz porque não há adequados diagnósticos internos".
Fonte:
TORQUATO, F. G. Comunicação interna: os desafios da integração. Portal de Relações Públicas e Transmarketing, Curitiba, 2002.
A pessoa é um ser biopsicossocial e está ligada à natureza e à cultura que a envolve e que ela mesma transforma. A definição de cultura não é unânime e geralmente suscita diversas interpretações, considerando as variáveis de tempo e espaço. Etimologicamente, a palavra cultura provém do latim “cultura” não passando por tradução para o português. Designa o ato ou efeito de cultivar.
Nessa perspectiva, podemos apresentar a cultura como algo que precisa ser “cultivado” e mantido. Assim sendo, acredita-se que a cultura organizacional necessita ser também cultivada pelos membros de uma empresa.
A mídia interna - formada pelos jornais, revistas, murais, rádio e TV corporativos, Intranet (rede de informações virtuais localizadas em portais corporativos), entre outras produções midiáticas - consiste em um dos meios usados na comunicação interna de uma empresa.
A mídia interna ganhou força e valor nos anos de 1990, sendo considerada importante e estratégica ferramenta de comunicação interna e, desde então, as empresas públicas e privadas buscam implantá-la para criar a interatividade entre os trabalhadores, gerar informação, conhecimento, retratar a cultura organizacional e imagem institucional. Porém, esse instrumento de informação e interação deve ser produzido de forma profissional, promovendo uma comunicação de valor para os envolvidos. Caso contrário, a transmissão da informação de uma maneira deslocada dos interesses do público alvo pode comprometer a própria essência da comunicação.
Dica do Blog
Pense muito antes de falar algo negativo, a crítica construtiva é o melhor caminho e vem seguida de uma ideia, de uma proposta de solução. Caso contrário, ficar calado é o melhor negócio.